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Após alguns anos escrevendo como colaboradora para alguns blogs, Bianca Caroline, uma jovem estudante apaixonada por livros, filmes, séries, músicas e várias outras artes, resolveu criar seu próprio espaço na grande rede e em Agosto de 2016 começou a disponibilizar artigos, análises, críticas e indicações de arte em geral.

Controle de velocidade das músicas nos equipamentos para DJs

Pitch Control, Master Tempo, Pitch Lock, Keylock

speed_potenciometro_controle_dj_2Devido a falta de informação, conhecimento e consequentemente a má utilização por quem está começando quanto a algumas funções e recursos especiais dos equipamentos para DJs, senti a necessidade de apresentar melhor uma das funções mais importantes e difíceis de se dominar por quem está iniciando. Nos toca-discos (turntables), CD / MP3 players e softwares profissionais de mixagens para DJs existe um controle para manipular a velocidade, permitindo acelerar ou desacelerar a música. Este controle é erroneamente conhecido como “pitch” control. A função deste controle é permitir que os DJs sincronizem duas músicas relativamente próximas, quanto a velocidade. Nos toca-discos o “pitch” control acelera / desacelera a rotação do motor, o que faz a música tocar mais rápida ou mais devagar. O controle de velocidade permite ao DJ sincronizar duas músicas que tenham velocidades próximas, mas não são / estão iguais. Durante muitos anos, o controle de velocidade era limitado, e só permitia alterar a música em mais ou menos 8%, para mais ou para menos. Devido a uma distorção provocada nos tons da música, quando se altera a velocidade da mesma, altamente perceptível nos sons de frequência média, principalmente nos vocais, os DJs evitavam trabalhar com músicas que tivessem mais de 5% de diferença de velocidade entre si. Algumas músicas que alteravam de 3 a 4% na velocidade, já tornava a sonoridade estranha. Quanto maior a alteração de velocidade, mais perceptível fica a alteração dos tons. Aproveitando o assunto, gostaria de esclarecer que muitos, provavelmente por falta de estudos e pesquisas quanto as necessidades dos DJs (fato comum nesta e em muitas outras áreas), a indústria batizou o controle de velocidade justamente com o nome do efeito inconveniente provocado quando se manipula a velocidade da música, ou seja, “pitch” é um nome inadequado a real função do controle, pois pitch em inglês quer dizer “tom”, como mostrado. O nome mais adequado, correto, para este controle seria “speed”, ou seja, “velocidade” já que sua função principal é trabalhar a velocidade da música, e não o tom / pitch.

Durante mais de duas décadas, da criação dos toca-discos com controle de velocidade (speed control) até aControle2 década de 90, os discotecários / disc-jóqueis conviveram com a limitação da velocidade. Na década de 90 surgiram os primeiros players digitais (CD) profissionais para DJs, com isso, surgiram novos recursos e tecnologias. Uma delas permitiu desenvolver um “filtro” / algoritmo que “eliminava” / compensava a “distorção”, alteração do pitch (tom) quando se manipulava a velocidade da música. O filtro inicialmente recebeu do seu criador o nome de master tempo (MT). Mais tarde outros fabricantes desenvolveram seus próprios filtros e cada um batizou com um nome, pitch lock, keylock, entre outros, mas todos com o mesmo objetivo. O uso do filtro é opcional, pode ser ligado ou desligado quando quiser. Normalmente se desliga para permitir o uso da distorção como efeito em algumas performances (apresentações), como o scratch que depende 100% da distorção, mudança de tom. As primeiras versões do filtro eram muito mais falhas, permitiam acelerar / desacelerar a música somente até mais ou menos 8%, para mais ou para menos, sem a distorção citada. Graças a rápida evolução tecnológica, hoje é possível em alguns equipamentos, principalmente em alguns softwares acelerar mais de 20% ou desacelerar mais de 15% sem que haja alteração na sonoridade, o que é muito bom para quem sabe usar corretamente este recurso. O filtro anti distorção ampliou muito as possibilidades, tornou muito mais flexível o trabalho de muitos DJs mais audaciosos, porém o seu uso também tem limites, primeiramente devido às limitações naturais da própria tecnologia. Outras limitações são devido a qualidade do equipamento, de seus componentes, do sistema de processamento interno, algoritmo, do próprio “filtro”, algumas limitações ocorrem também devido a qualidade do arquivo de áudio digital, taxa de compressão (bit rate) e da sonoridade da música quanto a densidade e / ou teor de animação. Na maioria dos equipamentos convencionais o uso do filtro distorce a música (mais perceptível em alguns instrumentos que em outros).
Controle3Em uma análise promovi vários testes no “filtro” de compensação dos tons (“Master Tempo”) em vários players fisicos e virtuais, dentre eles o CDJ 100 da Pioneer, DZ1200 da Technics, DN-S1000 e DN-S1200 da Denon, CDX Numak e nos softwares Virtual DJ e Traktor usando uma plaquinha de som já fora de linha (Audigy, da Criative Labs) e o software Torq com seu controlador Xponent. Todos bem configurados em computadores com processadores Dual Core da Intel e AMD com 3Gb de memória RAM. Nos testes busquei extrapolar os limites necessários à grande maioria dos DJs, inclusive com MP3 de 192brt. Quanto aos equipamentos, os que apresentaram os melhores resultados, foram o CDX da Numark, que apesar do péssimo acabamento interno e de seus problemas técnicos, tem uma boa qualidade de audio que supera alguns equipamentos de marcas mais renomadas com acabamento impecável. O outro que teve bom resultado foi o DNS-1200 da Denon. Os demais equipamento testados, infelizmente não tiveram bons resultados mas com certeza naturalmente os fabricantes aperfeiçoaram seus projetos, utilizaram processadores mais poderosos para a tarefa e / ou melhoraram seus algoritmos / softwares internos (pelo menos isso é que espero). Já quanto aos softwares todos tiveram resultados superiores aos dos Players convencionais testados. Inclusive reafirmando o que disse há alguns anos atrás em um dos meus artigos, o Traktor da Native Instruments foi um dos primeiros a ter um Master Tempo de alta qualidade, superior aos dos equipamentos convencionais. Hoje o Virtual DJ e o Torq também superam o Master Tempo dos equipamentos convencionais, inclusive o do Torq 1.5.3 é muito bom.
O filtro “Master Tempo” de bons equipamentos e / ou softwares, que tenham bons codecs e algoritmos, aplicado em músicas de boa qualidade sonora de qualquer formato, compatível com o equipamento, claro, permite acelerar ou desacelerar muito mais do que o necessário sem trazer danos perceptíveis inclusive para maioria dos DJs renomados.
Em uma série de testes, além de músicas eletrônicas de vários ritmos e estilos, utilizei também o clássico Noturno OP. 15 em Fá Maior de Chopin, executada pela Orquestra Sinfônica de Berlim, regida por Albert Vom Cammus e ao piano Elissa Mastrevich.Com o filtro a própria música passou a impor as limitações, algumas poucas permitem ser aceleradas até mais ou menos 20%, permitindo praticamente criar uma nova versão só por acelerar ou desacelerar. Para poder abusar do filtro e muitos outros recursos e tecnologias existentes hoje, depende apenas de ouvido, bom senso e dominar tecnicamente (sonoridade e estrutura) a matéria prima do DJs, a música e seus sons.O filtro foi uma grande evolução, que permite criação de novas técnicas. Com ele e outras tecnologias, a indústria ampliou o percentual de manipulação do controle de velocidade dos equipamentos.
Apesar de ainda ter limitação quanto as sonoridades e ainda não ser útil para algumas especialidades / categorias de DJs, em alguns equipamentos é possível configurar o controle de velocidade em uma das várias opções, de 4% até 100%, ou seja, permite dobrar ou zerar completamente a velocidade da música, recurso útil para alguns em algumas performances / “malabarismos” especiais. A configuração depende do modelo do equipamento. Consulte o manual.
O poder concedido ao controle de velocidade proporcionado pelas novas tecnologias que possibilitam combinarControle4 músicas com maior diferença entre si (de velocidade) como mostrado acima, provoca a diminuição da precisão no sincronismo entre duas músicas. Quanto maior for o percentual configurado no controle de velocidade, menor será a precisão do mesmo. A situação piora ainda mais com a diminuição do tamanho físico do controle de velocidade de alguns fabricantes, que ao invés de usar o potenciômetro (componente eletrônico) de 100mm utilizam o de 60mm, ou até menor. Equipamento com baixa precisão torna-se operacionalmente menos confortável, consequentemente menos profissional, e sendo rejeitado pela maioria dos profissionais. (Veja mais em tecnologias e recursos dos players conceituais).

4 comentários para Controle de velocidade das músicas nos equipamentos para DJs

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