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Um espaço com visual e conteúdo jovem

Após alguns anos escrevendo como colaboradora para alguns blogs, Bianca Caroline, uma jovem estudante apaixonada por livros, filmes, séries, músicas e várias outras artes, resolveu criar seu próprio espaço na grande rede e em Agosto de 2016 começou a disponibilizar artigos, análises, críticas e indicações de arte em geral.

“Música boa” X “Música boa” e música “ruim” X música “ruim”

“Música boa” X “Música boa” e música “ruim” X música “ruim”

Música boa é relativo

Música de qualidade sonora impecável, mas sem vida, sem tempero, repetitiva, completamente artificial; música de qualidade sonora ruim, porém bonita, alegre, dançante. Isso é muito comum. Às vezes algumas músicas e / ou versões realmente bonitas só são encontradas na internet, em locais não oficiais e com um pouco menos de qualidade. Por incrível que pareça, a grande maioria das músicas vendidas legalmente, com boa qualidade sonora, são péssimas quanto a beleza e teor de animação, enquanto muitas das melhores versões, mais bonitas, são encontradas apenas em meio a toneladas de lixo em sites de download gratuitos / piratas, infelizmente muitas vezes com qualidade um pouco abaixo do mínimo ideal para uso profissional. Mas muitas músicas encontradas em sites não pagos / piratas têm excelente qualidade sonora e são bonitas e animadas. Porém para encontra-lás deve garimpar, o que entre outras coisas é um excelente exercício mental e auditivo, que trás diversos benefícios.

Aí fica a questão de muitos: tocar música de boa qualidade sonora mas sem tempero, sem vida, não tão empolgante, alegre, bonita e sacrificar o desempenho do público / pista ou tocar música bonita, animada, alegre e sacrificar um pouco a qualidade sonora, que mal é percebida pela grande maioria? Cada DJ tem sua opinião. Com bom senso e coerência, pense no público. O que deve sacrificar? O que a maioria vai preferir? Música de qualidade sonora impecável mas sem graça, ou ao contrário, música com sonoridade levemente inferior, praticamente imperceptível em um evento, mas boa quanto a melodia, divertida e alegre?
O fato é que, se os produtores atuais se dedicassem mais e de forma adequada às suas especialidades, poderíamos ter mais músicas de boa qualidade sonora, bonitas e alegres.
A grande maioria das músicas compradas em sites de distribuição oficial, apesar de terem boa qualidade sonora, são lixos, descartáveis, sem tempero – como já disse acima. Pouquíssimas se salvam, agradam a muitos, tem a possibilidade de fazer sucesso e um dia virar um clássico. Aliás clássicos, são músicas que foram comerciais, se tornaram populares e depois de muito sucesso, de ficarem enjoativas e encher nosso saco, são esquecidas durante alguns anos, até que voltam a tocar esporadicamente trazendo boas recordações para quem as ouviu e / ou as dançou, e ensinam aos que as ouvem pela primeira vez que o conceito de velho / novo também é relativo.

Não me venham com hipocrisia, dizendo que músicas não comerciais é para poucos. Para quem não sabe, o termo comercial também significa ser vendável, gerar lucros. Ninguém faz música pensando em não fazer sucesso, ser anônimo ou vender pouco. Todos que criam músicas e / ou remix, pensam, sonham em agradar muitos, fazer sucesso, se destacar, vender muito, ganhar muito dinheiro, ou seja, fazem músicas com o intuito de gerar lucros – e isto é ser comercial. Ninguém faz música pensando em vender a menor quantidade possível, querendo que a música não seja comercial. Quando alguém produz uma música que só agrada a alguns pouquíssimos, dizem, por pura hipocrisia que seu estilo não é comercial. Só não entendem, ou não querem entender, que comercial é vendável, popular, o que cai no gosto de muitos de uma ou mais “tribos”; não comercial é lixo, que pouquíssimos dizem gostar, só para dizer que são diferentes e / ou para estar na “moda”, mas que no fundo da alma não gostam de verdade. Inclusive muitos dos que gostam de músicas não comerciais nunca tiveram ou nunca se deram a chance de ouvir alguns outros ritmos e estilos musicais. Ser comercial pode ser “sinônimo” de popular, sucesso, que vende muito, justamente por atrair e conquistar muitos. Enfatizando, ninguém cria nada para colocar a venda pensando, torcendo, para vender o mínimo e / ou não fazer sucesso. A torcida é para se vender muito, o máximo, e o criador tem muito orgulho e satisfação quando seu produto é um sucesso. Só quem realmente é eclético sabe classificar, julgar uma música. Para concluir, quanto a vários fatores, principalmente beleza e teor de animação, toda música, inclusive as que são “lixo”, de alguma forma em algum momento ou situação, são úteis para alguém.

Um comentário para “Música boa” X “Música boa” e música “ruim” X música “ruim”

  • A respeito do tópico “Música boa é relativo”, concordo com a sua opinião. Na verdade, só conheço dois tipos: música boa e música ruim, independente de ser comercial ou underground. Quantas vezes já testemunhamos o underground virando mainstream, e um grande exemplo disso foi a Robin S , com sua “Show me Love”.

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