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Uncreative place

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Um espaço com visual e conteúdo jovem

Após alguns anos escrevendo como colaboradora para alguns blogs, Bianca Caroline, uma jovem estudante apaixonada por livros, filmes, séries, músicas e várias outras artes, resolveu criar seu próprio espaço na grande rede e em Agosto de 2016 começou a disponibilizar artigos, análises, críticas e indicações de arte em geral.

Concorrência desleal parasitária na internet

Concorrência desleal parasitária na internet

“Muito se fala” e pouco se conhece de concorrência parasitária, roubo de ideias, patrimônios / propriedades intelectuais

Fala-se bastante de plágio e indiretamente de concorrência desleal parasitária na internet, mas a maioria das pessoas ainda não a conhece de verdade.

A concorrência parasitária, o plágio, roubo de ideias; patrimônio / propriedades intelectuais; roubo de técnicas, conceitos, procedimentos, fórmulas / receitas e de diferenciais, na internet e em suas sub mídias, sites, blogs, fóruns, redes sociais, plataforma de vídeo, ou seja, em toda a grande rede, é extremamente comum.

Sem medir consequências, de forma maliciosa ou ingênua, muitos donos de sites, blogs, copiam conteúdo de outros na íntegra ou parcialmente, fazem pequenas ou grandes adaptações, sintetizam e ou reescrevem com outras palavras e não citam fontes, não atribuem os merecidos e obrigatórios créditos aos verdadeiros autores.

Muitos sites, blogs, canais de plataformas de vídeo, não têm conteúdo autoral / original, e quando tem, é muito pouco. Todo conteúdo ou a maior parte é cópia na íntegra ou parcial de outros sites ou canais.

Alguns um pouco mais raros, ainda mais maliciosos, se achando muito espertos, após copiarem, publicam o material com data anterior a do post / artigo original, deixando a entender que são os autores originais, porém isso pode ser ainda mais perigoso para ele em casos judiciais, onde o artigo original possa ter sido verdadeiramente registrado pelo autor antes de sua publicação.

Muitos roubos intelectuais são maliciosos, intencionais, mas a maioria destes “roubos”/plágios são “ingênuos”, inconsequentes, praticados por pessoas que não se dão conta e não mensuram os danos que estão causando aos autores / proprietários intelectuais das obras. Os plagiadores além de estarem correndo muito risco de serem desmascarados e ou processados, não percebem, mas em muitos casos estão se prejudicando também.

Prejuízos financeiros e quanto a méritos, reputação, credibilidade, status e de diferencial

Quem cria e compartilha artigos, análises, críticas em textos e ou vídeos, divulga suas técnicas, conceitos, entre outros, especialmente materiais técnicos, tem algum objetivo. Entre eles, ter uma renda de forma direta através de publicidades expostas em seu site e ou plataforma de vídeo. Além de ganhar de forma direta, alguns têm objetivo de mostrar e ser reconhecido pelos seus méritos, conhecimento, potencial e talento, que lhe atribuam valor, credibilidade e que de alguma forma lhe gere renda indireta.

Portanto, o roubo de propriedades intelectuais, por mais simples e menos relevante que possa parecer, para muitos pode trazer grandes prejuízos. Em outras palavras, quem usa material alheio, total ou parcial, sem autorização, sem citar fonte, link para página do artigo original, ou seja, sem atribuir os merecidos créditos ao verdadeiro autor, está roubando crédito, credibilidade, mérito, propriedade / patrimônio intelectual que é o mesmo que dinheiro. Assim como o tempo, credibilidade, reputação, mérito e status também são dinheiro. Além disso, dependendo de alguns fatores, mesmo com citação da fonte, a publicação em duplicidade total ou parcial, “rouba” / diminui visitação do site original, o que prejudica o autor caso ele lucre com a visitação de seu site.

O filme Flash of Genius (Título no Brasil:  Jogada de Gênio) – 2009 foi baseado na história real onde a Ford se apropriou de conceito criado por um professor. O filme mostra o quanto é importante o mérito de ser o criador de algo. Assista ao filme no Youtube. Além deste, vários outros filmes e até alguns desenhos falam sobre roubo de ideias. Veja mais no artigo Concorrência desleal parasitária em nosso site, e procure e assista na internet ao episódio 18 (O Dia em Que a Violência Morreu) da 7a. temporada do desenho Os Simpsons.

Reescrever um texto com outras palavras não deixa de ser roubo de propriedade intelectual.

Em muitos casos, reescrever um texto com outras palavras pode deixar de ser um plágio mas não deixa de ser um roubo de ideia.

Dependendo do conteúdo, escrever o texto ou gravar vídeo com outras palavras descrevendo uma técnica, conceito, método, procedimento ou outro material técnico, relatado em um artigo pelo criador da ideia e autor do texto, não atribuindo os créditos, deixar a entender ou dizer que foi ou é o criador, não caracteriza plágio e sim um roubo de ideia, patrimônio/propriedade intelectual, credibilidade, méritos.

Quem reescreve com outras palavras artigo de outros não têm o conhecimento real e com a profundidade dos que realmente criaram, e os que copiam menos ainda. Seus conhecimentos se resumem ao que leram, ou seja, são extremamente superficiais comparados aos dos verdadeiros autores. Estes não têm capacidade de discutir, explicar o conceito ou tema como os verdadeiros criadores e autores, que para escrever algo original tiveram que promover vários tipos de estudos, pesquisas, análises e por vários ângulos e níveis de profundidade, construindo assim um conhecimento muito acima do que expõe.

Além de tudo dito neste bloco, é desnecessário e não muito inteligente, explorar um tema, escrever algo igual que chega às mesmas conclusões que alguns outros já existentes. Ao menos que seja adaptado para um linguajar diferente com o objetivo de atingir outro tipo de público, apresentou diferença significante comparado com os demais ou necessariamente complemente outros materiais do próprio site. Muitos materiais muito parecidos na internet só saturam ainda mais a grande rede.

Alguns poucos podem ter uma mesma ideia, criar algo muito parecido, mas o importante status de pioneiro / precursor vai para o que pode provar que realmente foi o primeiro

Fato raríssimo, mas obviamente que algumas pessoas sem conhecer a criação de outro, podem ter a mesma ideia, criar algo similar, muito parecido, em locais e épocas totalmente distintas, e escrever artigo, livro ou gravar vídeo sobre o conceito. Porém é muito pouco provável que as ideias sejam 100% iguais; sempre há alguma diferença e até divergências, pontos conflitantes.

Os que criam algo, baseado em estudos, análises e conclusões próprias, sem saber da existência de outro, mostram que também estudaram, investiram, estão preparados, têm conhecimento e são inteligentes. Além disso, fundamenta o artigo, conceito, técnica, procedimento do pioneiro / precursor, o que é muito importante.

Para alguns, ser pioneiro é extremamente importante, tem valor imensurável. Vários podem ter uma mesma ideia criar uma mesma coisa, mas o título, status de pioneiro é de quem pode provar ter sido o primeiro, e o registro é a forma relativamente mais segura de comprovação aceita legalmente de anterioridade.

Após o precursor, os dois subsequentes também são relativamente importantes, devido especialmente ao fato de fundamentar o pioneiro, mas a partir daí, se perde o valor completamente pois qualquer um pode copiar / plagiar e dizer que também criou. Isso não é uma regra, e sim, sensatez.

Lembrando que, quem realmente cria tem capacidade de discutir / debater com outro de igual para igual, já quem copia não tem potencial para isso pois na maioria dos casos, para se criar algo é necessário construir e ter um conhecimento muito maior do que o que se expõe.

Roubo em Plataformas de vídeo

Como ocorre nos casos de sites, em plataformas de vídeos, especialmente no Youtube – até então a maior e mais difundida – muitos copiam conteúdos na íntegra, parciais ou criam sínteses de materiais de outros canais, e publicam nos seus. Além disso, alguns vão mais além, roubam, se apoderam de patrimônios intelectuais, conteúdo de artigos de sites e os transformam em vídeos para seus canais.

O Google e outros buscadores punem plágio total e parcial

A plataforma de pesquisa Google não gosta, e foi a pioneira no combate a roubo de propriedades intelectuais e duplicidade de conteúdo na grande rede. Ela tenta de várias maneiras através de seus algoritmos, reconhecer e minimizar o plágio e conteúdos duplicados na internet, punindo sites muito semelhantes e também sites com conteúdos iguais aos de outros.

A punição vai de rebaixamento na visibilidade até o banimento da plataforma de pesquisa. Para rebaixar a visibilidade, a Google diminui significativamente a pontuação e consequentemente a posição em seu ranking. Quanto menos artigos originais menor a pontuação e posição (visibilidade).

Mesmo com citação da fonte, em caso de cópia integral ou de parte – significativa ou mesmo relativamente pequena – do conteúdo, a Google pune o site. Ela só não pune blocos muito pequenos de conteúdo. Porém, mesmo assim, como dito em outros materiais, é necessário citar a fonte / o autor.

Ferramentas online para identificar plágio

Além de ser possível descobrir plágio total ou parcial de texto e até de imagem com o próprio sistema de pesquisa da Google, existem na internet ferramentas especiais gratuitas e pagas, que permitem análises mais detalhadas dos textos/artigos. As mais completas informam até o nível de plágio em percentual por frase, parágrafo e de todos o texto.

Em nosso artigo sobre registro de obras, patrimônios / propriedades intelectuais, e no vídeo, falo um pouco mais sobre este assunto. Com isso poderá aprender a se defender melhor.

Identificação de plágio por especialistas

Os aplicativos de análise e identificação de plágio são bastante precisos, porém seus algoritmos ainda não levam em consideração alguns fatores importantes, considerados por bons especialistas.

Além da quantidade de palavras e frases similares, são consideradas também a forma de falar / escrever, o jogo de palavras e frases e os termos usados tanto do plagiado quanto do plagiador. Em outras palavras, são considerados também o vocabulário pessoal, característico da cultura / estudos de cada indivíduo. Estes fatores geram a identidade linguística (escrita e verbal) de cada ser humano.

Em caso de processo judicial, dependendo do nível de complexidade do caso, das necessidades, dos advogados e ou do juiz, o processo de investigação e análise pode considerar até o nível cultural e de conhecimento do plagiado e plagiador quanto ao tema.

Hoje é relativamente fácil saber quando um material é plágio ou é baseado em um ou mais materiais. Um bom especialista juntamente com uma boa ferramenta, identifica muito rapidamente e com precisão plágio parcial. Obviamente, um roubo intelectual total ou de médio, a alto grau de plágio, não necessita de especialista, muito menos bom de verdade, para ser identificado. Qualquer pessoa normal com uma pequena dose de sensatez e raciocínio lógico é capaz de identificar sozinha.

Se protegendo e se defendendo de roubo de patrimônio intelectual na internet

Além do que foi falado sobre proteção e defesa no artigo e vídeo sobre concorrência parasitária, para se defender no caso de textos e imagens na internet, deve tirar print de toda a tela, incluindo o navegador, mostrando também o link na barra de endereço. Para isso poderá usar uma das ferramentas do sistema operacional. No caso do sistema operacional da Microsoft, poderá pressionar e segurar a tecla com a bandeirinha do Windows e dar um clique na tecla “print screen” (PrtScr), ou utilizar a ferramenta de captura. Se não souber onde está e como usar a ferramenta de captura, visite o link Tirar uma captura de tela ou Usar a Ferramenta de Captura de tela.

Melhor ainda se puder também gravar vídeo da tela, seja com uma boa câmera ou com um software que tenha esta finalidade. Judicialmente ambos tem seus prós e contras mas a qualidade de vídeo gravado com software é mais precisa/nítida.

Existem diversos softwares pagos – baratos e caros, e também softwares gratuitos para gravar tela. Veja alguns gratuitos no link cinco programas gratuitos para gravar a tela ou Os 10 melhores aplicativos (Grátis) para gravar a tela do seu PC. Alguns vídeos são gravados em formato que ficam relativamente grandes, portanto deve usar algum software de compactação de vídeo ou o próprio de captura, quando este tiver o recurso, para compactá-los.

No caso do conteúdo não se tratar de texto ou imagem, mas sim de vídeo em plataformas como Youtube, Dailymotion, Vimeo, além de tirar print da tela inteira, com citado acima, busque meios para capturar o vídeo na íntegra diretamente da plataforma ou grave a tela incluindo o áudio, antes que o material seja removido da mesma.

Mesmo que consiga capturar somente o vídeo da plataforma, utilizando um software de captura de tela como já citado, grave pelo menos um minuto de toda a tela com todas as informações, e com o vídeo rodando, para poder mostrar onde o vídeo estava hospedado e todas as informações contidas na página.

Estes materiais são de grande importância pois, por algum motivo, o indivíduo pode retirar o material da internet, o que na melhor das hipóteses poderá deixar “você” / o plagiado sem provas, e na pior, o “plagiador” poderá processar você / o plagiado, por calúnia / difamação, tendo em vista que não tem como provar o roubo.

Após coleta, guarde todo o material em local seguro pois poderá precisar em algum momento para, entre outras coisas, provar que foi vítima de plágio; resgatar crédito / credibilidade; provar que foi prejudicado; que foi / é referência e até mesmo para uso em tribunal.

O que não souber quanto a captura de tela, vídeos, imagens, compactação ou outros citados, pesquise no Google, Bing ou outra plataforma de pesquisa. Existem diversos tutoriais gratuitos especialmente em plataformas de vídeo, ensinando os processos passo a passo. Obviamente que alguns tutoriais são melhores que outros. Como alternativa poderá consultar um amigo ou seu guru / especialista de TI (informática) ou mesmo contratar profissional / empresa que possa executar o trabalho por você, o que certamente terá um custo.

Para mais detalhes e formas de proteção e defesa, leia o artigo e veja o vídeo sobre concorrência parasitária.

Outros artigos da série:
Jogo sujo e concorrência desleal


 

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