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Uncreative place

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Um espaço com visual e conteúdo jovem

Após alguns anos escrevendo como colaboradora para alguns blogs, Bianca Caroline, uma jovem estudante apaixonada por livros, filmes, séries, músicas e várias outras artes, resolveu criar seu próprio espaço na grande rede e em Agosto de 2016 começou a disponibilizar artigos, análises, críticas e indicações de arte em geral.

Plágio, roubo de ideias, parasitismo e concorrência parasitária

Temas

O conceito inadequado de comportamento/aproveitamento parasitário

Roubo intelectual

(Plágio e roubo de ideias, obras intelectuais)

Roubo intelectual – especialmente nos âmbitos profissionais, comerciais e industriais – é basicamente o plágio, roubo de ideias, técnicas/métodos, conceitos, enfim, é o roubo de praticamente qualquer coisa que o cérebro possa criar, fruto da inteligência/potencial intelectual, criatividade, esforço, dedicação, de estudos, pesquisas, investigações, testes e análises.

Todo tipo de objeto, produto, obra mental, propriedade, patrimônio intelectual, é passível de ser direta ou indiretamente, total ou parcialmente roubado, plagiado e ou imitado.

Pode-se usurpar, de coisas, objetos, produtos mentais relativamente simples, a complexas e valiosas ideias, técnicas, conceitos, processos, procedimentos, fórmulas, receitas, algoritmos, projetos, estratégias publicitárias, identidade visual, modelos e ou estratégias comerciais/de negócios e outros produtos, recursos, patrimônios intelectuais.

Em muitos casos o produto intelectual usurpado representa o segredo, o diferencial profissional, comercial e ou industrial da vítima.

Os usurpadores intelectuais são pessoas físicas e jurídicas de todo porte – de pequenos profissionais a grandes instituições (empresas, indústrias, corporações e outras).

Eles praticam o roubo intelectual basicamente por malícia, ganância ou por simples ingenuidade. Na maioria dos casos os roubos ocorrem devido a preguiça de se preparar adequadamente, por falta de preparo, potencial intelectual, criatividade, maturidade (técnica, profissional, comercial e ou industrial) e obviamente, por falta de diferencial real, ou seja, por não terem e nem trabalharem suas capacidades mentais para gerarem boas ideias, o que leva muitos a se tornarem usurpadores intelectuais.

Já as vítimas de roubos intelectuais são quase do mesmo tipo/perfil dos usurpadores quanto a alguns fatores, e muito diferentes quanto a outros, isto é, são de pequenos profissionais a grandes empresas, porém normalmente têm maior conhecimento, habilidade, preparo ou simplesmente teve uma grande ideia. Em ambos os casos, fruto do seu potencial, inteligência, criatividade, esforço, dedicação e ou de seus estudos e análises.

Além do roubo intelectual direto, aquele o qual o usurpador rouba direto da fonte, do criador/autor, existe o roubo indireto, que ocorre quando um usurpador rouba de outro usurpador.

O principal objetivo do roubo intelectual visa entrar, se destacar, crescer e ou para subsistência profissional, comercial e ou industrial, ou melhor, para se manter na atividade/mercado, a qual normalmente não tem capacidade, potencial real para tal.

Plagiar, copiar, imitar ideias de sucesso, viver às custas do potencial intelectual de quem é realmente inteligente, é relativamente muito fácil, especialmente hoje no universo virtual da internet.


Prejuízos e danos gerados pelo roubo intelectual

Não importa a quantidade, se há ou não recorrência e ou se a utilização é total ou parcial. Muitos roubos intelectuais geram diversos prejuízos e danos, de econômicos, financeiros, a morais. E alguns são fatais para a vítima.

Dependendo de diversos fatores, especialmente do valor intelectual do produto usurpado, mesmo um roubo relativamente pequeno poder gerar prejuízos e danos tão grandes e nocivos quanto alguns de grande quantidade e com muitas recorrências.

Os danos gerados podem afetar apenas um concorrente, que em muitos casos, é o dono da ou das ideias, conceitos, objetos intelectuais. Também pode afetar vários, ou todos os concorrentes de uma atividade. Em alguns casos pode se estender e gerar danos, prejuízos e prejudicar toda uma atividade e ou mercado.

Muitos usurpadores intelectuais, em muitos casos, deixam/dão a entender, outros até dizem diretamente, que são os grandes gênios criativos, que criaram o que na realidade foi usurpado de outro(s). Alguns até dizem serem os melhores do mercado usando produtos intelectuais que de fato não os pertencem. Com isso, além dos possíveis lucros financeiros obtidos com o produto intelectual alheio, os usurpadores ficam com os méritos, aumentam suas reputações, credibilidades, entre outros ganhos.

Dependendo da prática, do que, e ou de como foi usurpado e está sendo utilizado, se está roubando também de forma direta ou indireta, os créditos da autoria/criação, os direitos autorais; o diferencial técnico, profissional, comercial e ou industrial; está roubando o “nome”/renome, reputação, status, prestígio, credibilidade e ou a visibilidade, popularidade, fama de quem já tem, conquistaria e ou ampliaria através de suas criações, obras intelectuais.


O valor de uma ideia e os prejuízos que um simples roubo intelectual pode gerar

Muitos não enxergam que ao roubar o que parece um simples texto ou ideia, pode gerar grandes prejuízos financeiros e morais para o verdadeiro criador

Muitos, por falta de visão, maturidade profissional, comercial e ou industrial, por ingenuidade, ignorância, desconhecimento, desinformação e ou outros motivos, não enxergam, não se dão conta de que para ter conhecimento, habilidades, criatividade (importante habilidade), ser verdadeiramente inteligente, ter potencial real, criar, desenvolver algo, por mais simples que possa parecer para muitos, normalmente é relativamente muito caro; é necessário muito investimento, especialmente de tempo – um “produto”/elemento escasso para pessoas verdadeiramente inteligentes.

Como sempre digo, tempo é um “produto” raro e relativamente muito caro para alguns, em especial para os estudiosos, pesquisadores e criadores/desenvolvedores.

Já que tempo literalmente é dinheiro, e ele é um dos mais importantes elementos para ser criativo, inteligente, então podemos dizer que conhecimento, habilidade, criatividade e potencial também é dinheiro.

Mas não é só isso que é, ou se transforma em dinheiro no universo profissional, comercial e industrial. Assim como tempo, os créditos da autoria/criação, o “nome”/renome, reputação, status, prestígio, credibilidade; a visibilidade, popularidade, fama, e claro, o diferencial / o “segredo” (profissional, comercial e ou industrial), também são – ou melhor, de alguma forma direta ou indireta – se transformam em dinheiro. Dinheiro este que, além de ser importante para subsistência do criador, é importante para, entre outras coisas, reinvestimento em novos estudos, pesquisas, e claro, para desenvolvimento de novas ideias, produtos intelectuais, abstratos, podendo alguns se tornarem físicos.

A maioria dos que praticam plágio e roubo intelectual, não percebem quanto mal estão gerando aos verdadeiramente inteligentes, proprietários das boas ideias, conceitos, técnicas, produtos, obras intelectuais, especialmente aos relativamente comercialmente ainda pequenos.

Após roubados e ou de alguma forma comprometidos, resgatar/recuperar nome, reputação, credibilidade, status, moral, não é fácil, porém resgatar o diferencial, seja ele profissional, comercial e ou industrial, na maioria dos casos é relativamente muito mais difícil, pois obviamente a vítima terá que criar novidades, novas ideias, produtos, conceitos diferenciados, que dependendo do produto intelectual usurpado pode ser bastante complicado e ou levar muito tempo.

Além de tudo isso, muitos não percebem que diversos tipos de plágios, roubos de produtos intelectuais, são alguns dos grandes culpados por saturação, prostituição, oferta maior que a demanda, e consequentemente, culpados pela desvalorização, perda de qualidade e em muitos casos até perda da essência de produtos, atividades e ou de mercados. No final das contas, estas consequências prejudicam à todos, sem exceção – dos criadores, concorrentes aos clientes / consumidores finais.

Não é só tempo e produto concreto que é dinheiro. Produtos, objetos abstratos, também são ou se transformam em algum momento, de alguma maneira em dinheiro.

Na realidade tudo que compramos / usamos em algum momento foram ideias, objetos abstratos, que foram transformados em produtos físicos.


Alguns bons filmes que abordam direta ou indiretamente roubo intelectual

Antes de continuar com o tema gostaria de indicar alguns filmes sobre este assunto.

Na lista abaixo, além de filmes baseados em histórias reais, há também alguns desenhos que abordam de forma magnífica roubo de ideias. Vale muito à pena assistir para aprender a se defender desta perigosa prática de jogo sujo. Todos são bons materiais, mas por incrível que pareça, os desenhos listados são excelentes neste contexto.

-Fome de Poder (2016)(Modelo de negócio)

-Jogada de Gênio (2008) (O caso da Ford)

-Os Simpsons – 7a Temporada – Episódio 18 – O Dia em que a violência morreu

-Barbie: Moda e Magia (2010) (desenho / filme – criamos uma edição resumida. Veja em nosso canal)

-Jogada de Gênio (2008) (O caso da Ford)

-A rede social (2010)

-Piratas do Vale do Silício – Piratas da Informática (1999) (Bill Gates e Steve Jobs)

-Viva: A Vida é Uma Festa

-Joy – O Nome do Sucesso

Além dos indicados, existem muitos outros filmes, documentários, séries e novelas que abordam de forma direta ou indireta o roubo intelectual.


Alguns de vários cenários de roubo intelectual que podem ou não gerar dor de cabeça, alguns tipos de danos e ou prejuízos

Dependendo como o fruto do roubo intelectual é utilizado por parte do usurpador, pode gerar ou não diversos problemas, dores de cabeça, prejuízos e ou danos fatais.

De várias possibilidades, um cenário que gerar perdas, mas relativamente não tão grandes em comparação com o próximo que apresentamos, é quando a vítima cresce e chega a uma região a qual passa a ter como concorrente o usurpador de sua ideia, conceito, obra, que a utiliza/comercializa sem autorização. Neste caso obviamente estará perdendo clientes, e poderá lutar ou não; e se lutar, poderá ganhar ou não a luta na região contra seu concorrente e usurpador de seu produto intelectual.

O pior dos cenários neste contexto é quando o usurpador atuando no mesmo mercado/atividade mas em região distinta da vítima, cresce mais que o mesmo, e passa a ser concorrente dele, gerando relativos grandes danos e prejuízos. Em alguns casos pode levar a vítima a falência por ter se tornado maior, e com isso, adquirido mais poder financeiro, e o sufocar ou mesmo ganhar na “Justiça”.

O cenário que não gera nenhum, ou gera relativamente muito pouco risco, dor de cabeça, danos e prejuízos é o dos usurpadores intelectuais que utilizam os produtos, obras intelectuais alheias em atividades completamente distintas.

Para finalizar, entre muitas outras possibilidades e cenários, um potencialmente perigoso é quanto o usurpador intelectual rouba de um meio/ambiente e aplica/vende em outro, mas do mesmo mercado/atividade. Como por exemplo: roubar a ideia, conceito, produto intelectual do meio físico e o utilizar/comercializar na internet, ambiente virtual, ou vice-versa. Roubar de meio físico e aplicar na internet é pior que o inverso, pois tem a possibilidade de abranger, arrebanhar, uma quantidade maior de clientes/consumidores, e se tornar referência.


A classificação dos vários tipos de roubos intelectuais

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Considerando diversos fatos e fatores, o roubo intelectual pode ser classificado / categorizado de diversas maneiras, mas basicamente: quanto ao tipo de “produto” / obra intelectual (-design / modelo; -conceito; -marca / nome; -conteúdo de texto, vídeo, imagem e ou áudio; -fórmulas / receitas, algoritmos…). Pode ser classificado quanto a frequência, quantidade; forma de utilização / aplicação (na íntegra ou parcial(Exatamente igual, parecido, imitação, síntese)); quanto ao nível / grau de importância (valor intelectual) do “objeto / produto”, ideia roubada e quanto a atividade / mercado e Região / local (geográfico e ou virtuais(internet)) utilizado, entre outros parâmetros e fatos.

Devido a diversos fatores, tenuidade entre fatos, situações, pontos de vistas; divergências, quantidade de variáveis e outros, em praticamente todos os campos e atividades, é relativamente difícil classificar tecnicamente e de forma justa algumas ações/práticas, processos, procedimento. Da mesma forma, classificar algumas práticas, ações, conceitos profissionais, comerciais e ou industriais como roubo intelectual simples, parasitismo, comportamento ou aproveitamento parasitário, também é relativamente um pouco difícil.

De acordo com fatos, sensatez, raciocínio lógico e alguns conceitos jurídicos posso afirmar que poderia ser relativamente mais fácil esta classificação se alguns especialistas, juristas, legisladores envolvidos fossem verdadeiramente mais sensatos e lógicos.


Roubo intelectual simples X recorrentes (parasitismo intelectual)

Roubo simples X parasitas/parasitismo intelectual (profissional comercial e ou industrial)

Considerando alguns fatores citados quanto a classificação, vamos entender de forma relativamente básica o roubo intelectual simples (sem recorrências) e o frequente / recorrente.

Em linhas gerais, podemos classificar como roubo / apropriação indevida simples, aqueles onde o indivíduo não tem o hábito de praticar e só se apropriou de algo alheio uma, algumas pouquíssimas vezes, ou de um ou poucos objetos, obras, patrimônios intelectuais, seja de um ou de algumas poucas vítimas.

Já o roubo intelectual frequente / recorrente se classifica como parasitismo intelectual, e o indivíduo praticante, como parasita intelectual. As vítimas destes indivíduos parasitas, do parasitismo, podem ser chamadas também de parasitados, e consideradas como as fontes de recursos intelectuais destes parasitas.

Para entender mais facilmente o parasitismo intelectual, relembre rapidamente das aulas de ciências / biologia, quando aprendemos que os parasitas biológicos são seres vivos que retiram de outros organismos de forma constante, assiduamente (recorrente/frequentemente), os recursos necessários para sua subsistência / sobrevivência. Em outras palavras, parasitas são seres que vivem em grande parte ou totalmente às custas de outros seres. No universo profissional, comercial e industrial isso é muito comum e neste caso, como já foi dito em alguns de nossos materiais deste tema, muitos indivíduos, devido a vários fatos também já citados, vivem às custas da inteligência, potencial, criatividade de produtos, obras, propriedades intelectuais alheia.

Explicando de forma mais detalhada, o parasitismo intelectual se dá, como o nome já diz e muitos já devem ter percebido, quando indivíduos agem como parasitas biológicos, sugando e vivendo dos recursos criados por outros. Neste caso, os indivíduos parasitas se apropriam indevidamente, frequentemente, de recursos, produtos, obras mentais de uma ou mais vítimas. Em muitos casos, o parasitismo intelectual é basicamente subsistir / se manter em um mercado / atividade profissional, comercial e ou industrial através do plágio, roubo frequente de produtos, objetos, obras mentais / intelectuais alheias.

O que caracteriza o parasitismo intelectual é o fato dos indivíduos o praticarem com frequência / recorrentemente, mas em alguns casos, quando o roubo intelectual é único mas o produto mental usurpado tem grande valor intelectual e gera grande lucro para o usurpador, também pode ser classificado como parasitismo.

Da mesma maneira que o roubo intelectual simples, além do parasitismo direto, aquele o qual o parasita rouba direto da fonte, criador / autor, existe o parasitismo indireto, que ocorre quando um parasita parasita outro parasita, ou seja, o parasita do parasita. A este tipo de parasita no universo biológico se dá o nome de hiperparasita, e ao seu ato, hiperparasitismo.

Infelizmente, apesar de extremamente importante conhecer este mal para podermos nos proteger e nos defender, a maioria das pessoas, inclusive os profissionais e pequenos empreendedores, nunca ouviram falar, não sabem realmente o que é, ou deu/dá a devida importância a parasitas, parasitismo intelectual.

Além dos parasitas intelectuais, fora do universo biológico, entre os humanos existem outros tipos de parasitas, como pessoas (colegas, amigos, familiares, parentes) que se escoram, vivem às custas de outros, de diversas maneiras.


Concorrência parasitária

Uma das mais perigosas e agressivas práticas de roubo intelectual e concorrência desleal

Independente da quantidade e tipo, os objetos, obras intelectuais provenientes do roubo, parasitismo intelectual, podem ser utilizados em uma mesma atividade / mercado, região geográfica e ou meio virtual, ou em completamente distintos. Quando o parasita utiliza no mesmo mercado, atividade, região geográfica e ou meio virtual a qual foi roubado, ele gera a concorrência parasitária – uma das mais perigosas e agressivas práticas de concorrência desleal, jogo sujo profissional, comercial e industrial.

Por um ângulo mais detalhado, para não deixar dúvidas e não gerar controvérsias, diferente dos parasitas biológicos, no universo profissional, comercial e industrial a maioria dos parasitas intelectuais utilizam o que obtêm através do parasitismo intelectual; as ideias, conceitos, técnicas, fórmulas, receitas; objetos, produtos, propriedades intelectuais usurpados, para entrar, se destacar, crescer e ou se manter na mesma atividade / mercado a qual roubou, ou seja, contra os concorrentes, que foram/são os parasitados, suas vítimas; os geradores, as fontes de conhecimentos / recursos intelectuais, o que, como disse, dá origem a concorrência parasitária. Portanto concorrência parasitária é o fato de se usar alguma ideia, conceito, produto intelectual, contra aquele que foi o verdadeiro criador, autor, inventor.

Quando os objetos, obras fruto do parasitismo intelectual não são utilizados contra os autores, criadores, desenvolvedores, os verdadeiros proprietários intelectuais, classifica-se como “parasitismo não concorrente”. Como falado quanto aos cenários de roubo intelectual, este tipo de parasitismo, normalmente, na maioria dos casos, pelo menos a princípio, não gera nenhum ou relativamente poucos danos e prejuízos aos proprietários intelectuais. Mais isso não significa que não são ou que são pouco perigosos. Infelizmente em relativo curto, médio ou longo prazo, alguns parasitas passam a gerar prejuízos, alguns até fatais, para os verdadeiros proprietários intelectuais.

O parasitismo não concorrente é denominado/classificado por alguns como comportamento/aproveitamento parasitário. Devido a diversos fatos, fatores, não concordo com a aplicação destes termos/títulos. Para saber mais, leia “O conceito inadequado de comportamento/aproveitamento parasitário”.


A morte/falência do parasitado/vítimas e a regeneração de alguns raros parasitas

Assim como no universo biológico, no meio profissional, comercial e industrial os parasitas/o parasitismo causa muitos e graves danos aos seus provedores/fontes de recursos/parasitados/hospedeiros. Porém, nem sempre o parasitismo biológico é responsável, pelo menos de forma direta, pela morte do parasitado. O mesmo ocorre no universo profissional, comercial e industrial, onde o parasitismo intelectual em muitos casos, dependendo de alguns fatores, leva a falência direta ou indireta do parasitado, fonte de seus recursos, ou melhor, fonte dos recursos que plagia / rouba e utiliza.

Após a morte de seus provedores de recursos, os parasitas intelectuais partem em busca de outro(s), porém, muitos destes parasitas, mais tarde, também acabam morrendo / falindo por não terem ideias próprias e não encontrarem outra boa fonte de recursos intelectuais. Com isso, deixam o mercado em crise, sem bons profissionais, produtos e ou serviços, já que os verdadeiramente bons, bem preparados, faliram ou deixaram o mercado por não valer mais a pena.

São raros mas, após algum tempo, normalmente anos, depois de levar ou não algumas de suas vítimas a falência, alguns parasitas deixam de parasitar e passam a ter recursos mentais próprios, normalmente inspirados pelos parasitados e fundamentado pelos conhecimentos adquiridos no longo período de parasitismo. Por ironia, estes passam a ser fonte de recursos e passam a ser explorados por outros parasitas, tornando-se assim, um parasitado.


O conceito inadequado de comportamento/aproveitamento parasitário

Antes que haja controvérsias, o que digo logo abaixo não significa que ações de roubo de ideias de alguns tipos não devem ser reconhecidas, julgadas, combatidas / reprimidas e ou punidas quando for o caso. O que quero dizer é que após várias análises, considerando diversos fatos e fatores, em se tratando de lógica, sensatez e até da língua portuguesa, não faz sentido utilizar os termos “comportamento / aproveitamento parasitário” como contextualmente estão sendo aplicados.

Alguns profissionais ligados a “Direito” e “Justiça” estão colocando comportamento / aproveitamento parasitário, de forma relativamente ilógica e inadequada, como antônimo do conceito concorrência parasitária.

No reino biológico, o parasita não concorre com o parasitado, pelo menos da mesma forma que no universo comercial. O que é comum ocorrer, são vários parasitas parasitarem uma mesma vítima/fonte de recursos (hospedeiro/parasitado). Em outras palavras não existe concorrência parasitária entre parasita e vítima/parasitado da maneira que ocorre comercialmente, mas sim, entre parasitas, o que também é relativamente comum no universo comercial. Portanto, como estamos nos baseando, fazendo analogia, tomando emprestado o conceito do universo biológico, não deveríamos utilizar o conceito de “comportamento/aproveitamento parasitário” como antônimo de “concorrência parasitária”.

A apropriação e uso indevido do produto intelectual alheio, praticado por não concorrente, mesmo que sem má intenção e em quantidade aparentemente relativamente insignificante, em algum momento pode gerar prejuízo, mesmo que extremamente pequeno, e por isso deve ser desincentivado e reprimido. Este tipo de apropriação deve ser classificada como parasitismo não concorrente, e não como comportamento / aproveitamento parasitário.

Eles podem ser usados de outra maneira, que se encaixa de forma relativamente mais adequada. Podem ser utilizados para classificar roubo, apropriação indevida de relativa pouca quantidade ou usurpação única, sem recorrências. Isso seria mais lógico, sensato, já que parasitismo no universo comercial está relacionado basicamente com a assiduidade, constância, frequência, recorrência.

Considerando fatos e o conceito de parasita / parasitismo comercial apresentado neste material, se o indivíduo ou instituição usurpa produtos intelectuais alheios recorrentemente, independente de este produto intelectual ser aplicado no mesmo mercado ou não, ele está praticando parasitismo. Portanto, não importa se o objeto / obra usurpada é utilizado em um mesmo mercado, atividade, região geográfica ou não; se houver recorrência de usurpação intelectual e utilização não autorizada, deve ser considerado parasitismo intelectual. A única diferença, é que se o produto intelectual do parasitismo estiver sendo utilizado no mesmo mercado / atividade e região geográfica (e ou em meio virtual) da vítima, gera / caracteriza concorrência parasitária – um dos piores males do roubo intelectual. Já se o produto intelectual roubado estiver sendo utilizado / aplicado em mercado e ou região distinta, pode ser considerado somente “parasitismo não concorrente”. Mas como já disse de forma mais detalhada, isso de forma alguma significa que não traga ou trará prejuízo algum dia. A utilização em atividade e ou mercado distinto pode chegar em algum momento de alguma forma ao do usurpado, se tornando concorrente e gerando sérios prejuízos e danos comerciais e ou morais a vítima, o verdadeiro proprietário intelectual.

Outros artigos da série:
Jogo sujo e concorrência desleal


 

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