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Um espaço com visual e conteúdo jovem

Após alguns anos escrevendo como colaboradora para alguns blogs, Bianca Caroline, uma jovem estudante apaixonada por livros, filmes, séries, músicas e várias outras artes, resolveu criar seu próprio espaço na grande rede e em Agosto de 2016 começou a disponibilizar artigos, análises, críticas e indicações de arte em geral.

Obsolescência programada – um dos jogos mais sujos contra consumidores

Obsolescência programada ou planejada – um dos jogos mais sujos das indústrias contra com o consumidor

Obsolescência programada – um dos jogos mais sujos contra consumidores

A indústria é tão gananciosa que não basta lesar as pessoas através dos altos preços (exorbitantes lucros). Para aumentar ainda mais as fortunas dos donos, investidores, acionistas e suas reputações perante potenciais novos investidores e acionistas, faz uso de práticas de obsolescência programada, também conhecida por alguns como obsolescência planejada. O objetivo da obsolescência programada é basicamente manter a venda contínua de produtos, e com isso, além de manter o faturamento, manter as ações de suas empresas em alta – que também é um dos objetivos da obsolescência programada.

Basicamente são cinco os tipos de obsolescência planejada:

-A relacionada à resistência / durabilidade dos produtos;

-A gerada através de algoritmos / programas, gatilhos eletrônicos;

-A ligada a estética / moda (modismos);

-A relacionada a suprimento e peças de reposição;

-A relacionada a trocas de padrões / incompatibilidades.

Gananciosamente, praticamente todas as grandes corporações / indústrias fazem uso de pelo menos uma destas, mas muitas, de forma equilibrada e estratégica, utilizam todos os tipos citados.

Obsolescência programada através da baixa resistência e durabilidade dos produtos

A obsolescência programada relacionada à baixa resistência e durabilidade, como já deve ter percebido, consiste em fazer com que os produtos não durem o quanto poderiam, através da utilização de técnicas, materiais e ou mecanismos que os tornam menos resistentes / duráveis. Tudo é feito de forma que não transpareça que é de propósito. Com as atuais tecnologias é possível prever / estimar a resistência / durabilidade dos materiais e ou produtos através de testes, dentro de determinadas condições. Infelizmente em países como o Brasil, a maioria das pessoas não reclama, se conforma e simplesmente compra outros produtos novos, o que torna difícil constatar o fato da utilização desta prática de jogo sujo contra consumidores.

Neste caso, se acusada, a indústria se defende, como já houve em um documentário onde o responsável da mesma dizia que os problemas ocorrem devido a rápida necessidade, sede e exigência dos consumidores por produtos modernos, o que leva as indústrias a utilizarem elementos que sofrem maiores desgastes, devido a inexistência de outras opções. Em mais de 90% dos casos isso é mentira, e além do mais, não são os consumidores que clamam por estas corridas, e sim os gananciosos investidores.

Obsolescência programada gerada por estética / moda (modismos)

Outra forma de obsolescência programada muito comum mas pouco percebida pela maioria, é através de moda (modismos). Lembrando que muitos modismos estão relacionados a estética, design, mas nem tudo que se torna moda tem relação com estética. A indústria usa a vaidade, o ego, a ingenuidade e o fato de muitos se renderem facilmente a modismos, se preocuparem em estar na moda, para induzir / forçar vendas.

A obsolescência planejada relacionada a modismos é direcionada especificamente a pessoas imaturas, insensatas, ingênuas, facilmente influenciáveis / manipuláveis, sem opinião própria, que vivem baseadas no senso comum (Maria vai com as outras),  que, como sempre digo, representa a grande maioria dos humanos.

Esta forma de obsolescência é muito comum em produtos como roupas, sapatos e também em celulares, tablets e automóveis – que a cada dois anos mudam itens basicamente estéticos e ou de pouquíssima relevância técnica e ou funcional.

Para não ficar muito evidente, junto às novidades estéticas as indústrias acrescentam alguns poucos recursos, tecnologias funcionais, que para os consumidores são novidades, mas que na realidade já tinham sido desenvolvidas e poderiam ter sido disponibilizadas há anos.

Os recursos e tecnologias estão sempre muito à frente do que são disponibilizados. A indústria estrategicamente os guarda e os libera aos poucos, buscando lucrar muito mais com esta prática.

Além das mudanças anuais, os fabricantes de automóveis a cada quatro, cinco anos mudam completamente o design, e acrescentam alguns elementos funcionais um pouco mais relevantes, fazendo com que os modelos anteriores pareçam ou realmente se tornem velhos, obsoletos, e claro, fora de moda.

Muitas empresas renomadas, como a de celulares e de vários outros produtos, ao invés de adotar o conceito anterior de produtos com relativa pouca duração, fazem o oposto – praticam o Fordismo – que para quem não sabe, é o conceito de produzir produtos realmente resistentes, duradouros, de excelente qualidade e que dificilmente dão problemas.  Perante consumidores isso eleva expressivamente a reputação dos produtos, e consequentemente da empresa. No entanto este conceito pode gerar expressiva queda nas vendas devido a longa duração dos produtos.

Para contornar a possibilidade da diminuição do faturamento e manter em alta suas vendas e reputação perante os investidores, os fabricantes praticam a obsolescência programada ligada a design e modismo. Infelizmente a maioria dos consumidores cai na armadilha, compra equipamentos caríssimos devido a sua ótima qualidade e reputação, mas por modismo, vaidade, ego, os trocam anos antes de começarem a dar problema e ou realmente ficarem obsoletos.

Ainda em relação aos smartphones e tablets, além da obsolescência planejada gerada pela estética e alguns recursos normalmente pouco significativos, para ter certeza de novas vendas, a indústria destes em parceria com desenvolvedoras de aplicativos, ainda gera incompatibilidade de alguns apps populares para garantir o abandono dos equipamentos “obsoletos”, e consequentemente, a compra e sucesso de novos aparelhos.

Estas práticas não estão ligadas só aos produtos citados. Vários outros também fazem uso das mesmas e tudo isso faz com que as pessoas se sintam desatualizadas e ou fora de moda.

Obsolescência planejada gerada através dos suprimentos, peças de reposição e drivers de dispositivos

Outra forma bastante utilizada de obsolescência programada é minimizar a distribuição de suprimentos e ou peças de reposição.  Em outras palavras, é diminuir significativamente em dois ou três anos a distribuição de componentes e ou suprimentos compatíveis, como no caso de impressoras, que a cada modelo mudam o formato do cartucho, muitas vezes desnecessariamente, visando forçar a compra de novo modelo. Impressora é um grande exemplo de produto, desnecessariamente, extremamente descartável. Qualquer defeito relativamente simples, devido a falta de peças de reposição, requer a troca da mesma.

No caso de impressoras que a cabeça de impressão fica no próprio equipamento e não no cartucho, quando este componente apresenta problema, além da dificuldade em se encontrá-lo para comprar, o preço somente da peça, costuma ser insensatamente metade, em alguns casos até quase o mesmo valor de uma impressora nova de mesmo modelo ou modelo relativamente melhor, mais atual. E ainda tem a mão de obra que em muitos casos também é absurdamente cara. Já impressoras que utilizam cartuchos onde a cabeça de impressão vem no próprio cartucho, estes custam excessivamente caros.

Na realidade, “tinta” é um produto extremamente caro. Para se ter uma ideia, de quatro a no máximo seis conjuntos completos de cartuchos dos mais “baratos”, custam o mesmo que uma impressora nova do modelo referente ao cartucho. Isso é o mesmo que se a cada seis tanques de combustível o valor pago desse para comprar um automóvel novo. A HP e outras marcas têm um monte de desculpas esfarrapadas para enganar pessoas ingênuas e imaturas.

Voltando ao tema da impressora em si, ao descartar uma devido às situações citadas, se joga fora mais de 90% do produto em perfeito estado, da carcaça / estrutura base, componentes eletrônicos a motores capazes de ainda durarem muitos anos. Isso é injusto e desrespeitoso contra o consumidor e contra o planeta.

No caso de periféricos / dispositivos complementares de computadores, a não disponibilização de atualização de drivers, que são basicamente pequenos softwares que fazem a ligação / possibilitam a comunicação entre o hardware, sistema operacional e ou softwares específicos, também é uma forma de gerar obsolescência e forçar venda de novos produtos.

Obsolescência programada gerada por mudanças de padrões

Muitas incompatibilidades que periodicamente ocorrem em produtos de uma mesma marca, são desnecessárias. Muitas poderiam não existir ou poderiam ser contornadas. Assim como as outras práticas de obsolescência planejada, têm apenas o propósito de induzir a troca dos dispositivos o mais rápido possível para manter o contínuo gordo faturamento e lucro da indústria, seus acionistas e investidores.

Em se tratando de computadores e dispositivos móveis como smartphones e tablets, algumas incompatibilidades são geradas por acordos, outras por pressão dos desenvolvedores de hardware e ou de sistemas operacionais e aplicativos.

Fabricantes de hardware de computadores, especialmente placas mães e processadores, mudam padrões a todo momento, gerando incompatibilidades e impossibilitando o uso de vários tipos de memórias, processadores, entre outros essenciais em uma placa mãe e vice-versa. Entre as mudanças estão as físicas de slots dos processadores e memórias.

Além disso, de propósito, periodicamente fabricantes de dispositivos fazem seus dispositivos não rodarem alguns aplicativos após atualizações de sistemas operacionais, e após algum tempo, equipamentos deixam de receber novas versões de sistemas operacionais e ou de softwares específicos, com a alegação de que o hardware é incompatível.

A desculpa em ambos os casos é de que as tecnologias avançam muito rapidamente, o que em parte é verdade, porém como já disse, em muitos casos as mudanças são desnecessárias e poderiam ser contornadas de forma eficiente.

Em se tratando de hardware em alguns casos é possível prever e fabricar produtos preparados para expansões futuras. Já quanto a software a situação é relativamente mais simples de se resolver.

A comprovação da utilização de obsolescência programada quanto a hardware e software que eu, e claro, outros mais experientes na área de tecnologia temos, é o fato de alguns aplicativos de grandes desenvolvedoras de softwares pararem de rodar em dispositivos da Apple relativamente mais antigos, aparecer a mensagem de que não são mais compatíveis e alguns dias depois, certamente após perceber a queda de utilização de seus produtos, as desenvolvedoras fazerem os aplicativos voltarem a rodar perfeitamente, ou seja, elas  “encontram” forma de contornar o suposto problema que estava levando a incompatibilidade e consequentemente a obsolescência.

No caso de computadores (desktops e laptops), os maiores desenvolvedores de softwares / apps, para não usar a obsolescência planejada, mas manter suas altíssimas margens de faturamento e gordos lucros, estão mudando suas estratégias comerciais. Ao invés de vender os softwares, estão agora locando / alugando seus produtos. Desta forma certamente manterão a compatibilidade por muito mais tempo, até que realmente não seja mais viável / possível. Com isso manterão seus gordos lucros indefinidamente. Não demorará muito para este conceito chegar também aos dispositivos móveis. Não sendo totalmente injusto, em alguns casos e quanto a alguns tipos de software, o conceito de locação é bastante viável para alguns tipos de usuários que utilizam muito ou ganham muito com eles. Mas infelizmente não compensa para a grande maioria que normalmente utiliza relativamente muito pouco ou apenas para pequenas tarefas não profissionais / comerciais.

Obsolescência programada através de algoritmos / programas, gatilhos eletrônicos que geram defeitos

Algumas empresas colocam em seus produtos eletroeletrônicos que fazem uso de processadores e programas (mesmo simples), gatilho, pequenos algoritmos, softwares para que o mesmo comece aleatoriamente a apresentar problemas após um determinado ciclo de uso.

Quase qualquer produto elétrico e mecânico que possui processamento / processadores como monitores, celulares, tablets, computadores, HD, automóveis e etc, possibilita se colocar facilmente gatilhos, mecanismos programados para disparar aleatoriamente após um período de uso, onde estes gerem defeitos virtuais ou mesmo físicos.

Não existe controle adequado, investigação frequente para este tipo de prática, portanto completamente plausível e de fácil utilização.

Acreditar que isso não acontece é o mesmo que acreditar que as empresas que desenvolvem SO (sistemas operacionais), muitas que desenvolvem Apps (aplicativos) para smartphones, tablets, computadores e as de nuvens, não acessam nossos documentos, textos, informações pessoais confidenciais, que só acessam o que permitimos. Acreditar nisso é muita ingenuidade. Oficialmente elas podem não fazer, mas extraoficialmente, só Deus sabe…

Tecnicamente sou programador, não atuo mais comercialmente nesta atividade, mas sei que não só é possível, como também é muito fácil. Mas, e as leis de alguns países, e a ética? Leis, os poderosos burlam e a ética… que ética? Gananciosos empresários e investidores não têm ética, querem ganhar cada vez mais dinheiro e a qualquer custo. Muito do que se ouve de mega empresários quanto a seriedade, honestidade e ética é hipocrisia.

Alguns casos reais relativamente recentes

A HP é um exemplo. A empresa colocou um contador em sua impressora para que após um determinado número de impressões ela aleatoriamente parasse de funcionar e gerasse um erro na tela, o qual não tinha solução viável. O objetivo era forçar o cliente a compra de uma nova. Este fato foi descoberto por um russo e relatado no documentário “Obsolescência Programada / The Light bulb Conspiracy” (veja ao final do artigo).

A Apple, outra renomada que faz uso de diversas práticas de obsolescência planejada descritas neste material, dentro deste contexto, fazendo uma jogada maliciosa, esperta,  colocou em seu sistema operacional algoritmo que diminui o desempenho de seus dispositivos mais antigos. Após ser descoberta, ela assumiu o fato e se defendeu dizendo que foi por uma boa causa, para aumentar a vida útil dos equipamentos com baterias fracas, que não mais supriam as necessidades do produto. Porém muitos dos desavisados, sem saber que a lentidão se dava devido a bateria estar ficando fraca e consequentemente sem saber que bastava simplesmente trocar a mesma para tudo voltar ao normal,  achando que o produto não suportava as novas versões dos aplicativos, acabavam comprando um novo aparelho da marca, já que está preso a seus aplicativos e outros produtos virtuais comprados na loja da Apple, que obviamente só são compatíveis com dispositivos da mesma.

Se a ação realmente fosse por uma boa causa, se não houvesse intenção maliciosa, a Apple teria informado previamente de forma intensiva, explícita e clara aos consumidores, como faz quando não quer se dar mal ou quer mostrar que é boa samaritana. Com isso daria a opção do consumidor, seu cliente, aceitar a queda de desempenho, trocar de bateria ou mesmo trocar de aparelho. Falando em bateria, no mesmo documentário citado acima, se fala do caso em que a Apple é processada é condenada na justiça Europeia devido a obsolescência programada quanto a baterias de iPod.

Apesar de não ter sido relacionado a gerar defeito, mas se tratar de uma jogada suja utilizando gatilho malicioso, a alemã Volkswagem colocou algoritmo / software maldoso em alguns de seus modelos de automóveis para driblar sistemas de poluição e dizer que seu modelo gera muito menos poluente. Esta foi uma jogada que também fez uso de propaganda enganosa, principal aliada nessa empreitada.  Este fato pode ser classificado facilmente como jogo sujo contra consumidores e também concorrência desleal. Ele só foi descoberto após muita investigação.

Documentário Dublado

Obsolescência Programada – The Light bulb Conspiracy – Dublado

Reportagem da TV

Produtos são fabricados para durar ou para quebrar?

 Algumas estratégias de obsolescência de produtos na sociedade

Hipótese completamente plausível

Como exemplo hipotético relacionado às Unidades de Controle Eletrônico dos automóveis, se o fabricante quiser, pode inserir programa / algoritmo malicioso escondido que pode até se caracterizar em um erro de programação, que após alguns anos ou quilometragem, ele passe a forçar um pouco mais alguns componentes do automóvel, gerando assim aquecimento, desgaste relativamente mais rápido e consequentemente o surgimento aleatório e periódico de problemas, os quais a maioria dos clientes acha normal, e muitos acabam trocando de automóvel. Em alguns casos quando descoberto, diz ser uma falha de um profissional, como disse, erro de programação, corrige o problema e supostamente demite, exonera, afasta das atividades o responsável, publicamente. E fica por isso mesmo. Talvez paguem algumas multas e ou indenizações e façam um recal. Mas os lucros são tão grandes com diversas falcatruas que compensam as despesas. Algum tempo depois, todos – investidores, mercados, consumidores – se esquecem e a empresa retoma seu lugar possivelmente com práticas que ainda não foram descobertas e algumas novas.

Apesar de os casos da HP, Apple e Volkswagen citados ainda serem relativamente simples em comparação com as possibilidades, mostra que as gananciosas empresas fazem de tudo para lucrar mais.

Estes casos não hipotéticos foram alguns dos raros descobertos, servem para provar que é possível e que certamente muitas outras fazem uso de práticas que caracterizam obsolescência programada. Mais cedo ou mais tarde alguns outros casos serão descobertos, mas infelizmente para os consumidores, muitos jamais serão. E muitos dos que são descobertos, podem não se tornar públicos e ou não darem em nada, ou quase nada, o que torna viável os riscos de fazer usos de muitas práticas de jogo sujo.

Todos – desenvolvedores, fabricantes, investidores e ou seus representantes – dão diversas desculpas mas a verdade é que jogam sujo e ou promovem concorrência desleal devido a ganância, lucros contínuos e cada vez maiores, a ganhar dinheiro por hobbie, esporte, competitividade. Vale tudo. Não importa a quem se está prejudicando. O importante é ter muito, muito mais do que realmente necessita, por ego, para mostrar que é o mais rico, para ser o mais poderoso e outros.

Wikipedia (sobre obsolescência programada em inglês – mais detalhada)

https://en.wikipedia.org/wiki/Planned_obsolescence

Wikipedia (sobre obsolescência programada em português – bastante resumido)

https://pt.wikipedia.org/wiki/Obsolescência_programada

Apoiadores da obsolescência planejada – um dos piores jogos sujos contra consumidores

Por incrível que pareça, há pessoas que apoiam obsolência programada. Obviamente que quem defende e apoia esta prática de jogo sujo, de alguma forma direta ou indireta, ganha, e muito, com ela, ou não a conhece de verdade e não percebe seus males, por falta de maturidade, sensatez, raciocínio lógico e ou conhecimento real sobre o assunto.

Não faz sentido consumidores normais, que não se escoram em modismos e ou conhecem profundamente sobre o assunto, apoiarem a obsolescência planejada. Mas em contrapartida faz total sentido empresários, CEOs, acionistas, investidores, economistas e outros relativamente grandes que ganham com ela, pessoas que não a estudaram e por isso não a conhecem de verdade e pessoas supérfluas, que se escoram em modas, modismos para  aparecerem / se destacarem, apoiarem esta prática de jogo sujo.

Nada justifica a obsolescência forçada, ou seja, a diminuição proposital da vida útil de produtos, nem mesmo a evolução tecnológica, pois na maioria dos casos ela é manipulada devido a maioria das ciências / tecnologias estarem muito mais avançadas e à frente do que é revelado, e consequentemente, do que a grande maioria sabe ou imagina.

As grandes corporações guardam muitas tecnologias por anos (até décadas), e as revelam / disponibilizam quando conveniente para elas, de modo estratégico, em doses homeopáticas e muito mais caras que o realmente justo para elas e para os consumidores.

Em muitos campos se pode ter produtos muito melhores, mais eficientes, econômicos e muito mais baratos. Mas isso não é interessante aos citados gananciosos que lucram com a obsolescência.

Alguns dos que defendem a rápida obsolescência criada propositalmente nos produtos, alegam que esta obsolescência evita pagarmos mais pela qualidade e durabilidade. O problema é que já pagamos muito mais do que o que realmente vale por produtos que duram menos do que o que deveriam.

A maioria dos produtos são relativamente muito mais caros basicamente devido a ganância e altas margens de lucro das corporações, indústrias, empresários, CEOs, acionistas e investidores; devido também a manipulações de bolsas de valores e economistas gananciosos. Como diz no documentário The Corporation, todos estes e os citados logo acima não têm limites, querem ganhar cada vez mais. Além destes, entre outros que também aumentam muito os preços direta e indiretamente estão os políticos / governos / governantes através das exorbitantes taxas / impostos, em grande parte para sustentar corruptos sujos.

Levando estes fatos em consideração, da duas, uma: ou acabam com a obsolescência programada e os produtos passam a ser verdadeiramente muito melhores, mais eficientes e a durarem muito mais em todos os sentidos, ou mantém a obsolescência programada mas se diminui expressivamente as exorbitantes margens de lucros e excessivos impostos, obviamente, barateando o produto para o consumidor final e atingindo uma faixa maior de consumidores.

Quem é verdadeiramente inteligente e tem opinião própria não se escora em modismo e consequentemente não apoia obsolescência programada

Pessoas verdadeiramente inteligentes, sensatas, que têm opinião própria, não querem carros, roupas, sapatos, celulares, eletrodomésticos, automóveis e outros produtos que duram muito menos do que o que poderiam e deveriam durar. Estas, querem qualidade, eficiência, durabilidade e preços verdadeiramente justos, obviamente com impostos e margens de lucros igualmente justas para as indústrias, comércios e para os consumidores.

Só pessoas imaturas, facilmente manipuláveis, “Maria vai com as outras”, sem opinião própria, se rendem a modismos para aparecer, já que normalmente não têm potencial e diferencial intelectual reais para se destacar, é que não percebem e não se importam em trocar de produtos a todo momento. Estas, direta ou indiretamente, consciente ou subconscientemente apoiam a obsolescência programada, especialmente as relacionadas a design / moda / modismo.

O pior é que são justamente os de menor poder aquisitivo, que menos podem, que relativamente mais gastam com moda / modismos.

Para piorar, aparentemente, como já ocorre na descredibilização de novos conceitos, técnicas, produtos e ou tecnologias mais eficientes e baratas, os que lucram muito com obsolescência programada infelizmente já estão recrutando indivíduos para convencer as pessoas na internet – em especial nas plataformas de vídeo e redes sociais – que obsolescência programada é positiva.

Afirmações baseadas em conhecimento fundamentado

Para terminar gostaria de dizer que posso fazer todas estas afirmações pois conheço bastante sobre tecnologia por vários ângulos e níveis de profundidade. Atuei como programador profissionalmente durante aproximadamente uma década, e ainda atuo, porém somente em meu site. Também atuei mais de 3 décadas na área de suporte técnico e consultoria geral de informática/TI. Me interessei e comecei estudar o universo tecnológico dos computadores na década de 1980. Além disso promovi estudos de vários tipos, ângulos e níveis de profundidade, durante vários anos sobre jogo sujo, concorrência desleal comportamento humano (insensatezes e maturidade geral),  e claro, sobre obsolescência programada. Estou preparado e aberto para debater, de forma transparente e justa, estes e outros temas com quem estiver disposto a me convencer do contrário.

Outros artigos da série:
Jogo sujo e concorrência desleal


 

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